“Fica Dilma, mas melhora”

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Lula é ministro. Agora não é mais. A liminar caiu — mas o Gilmar barrou. Lula vai preso? A Dilma vai renunciar? Em meio à instabilidade política, econômica, social e emocional, fomos ao ato de sexta-feira enquanto observadores, mas também como manifestantes para defender aquilo que temos certeza que nos faz uma sociedade melhor: a democracia.

Para lembrar da beleza da diversidade, da pluralidade de vozes, do diálogo, do “todos iguais perante a lei”. Para se emocionar com todas as etnias, as militâncias, as crianças, os idosos, os pares e os díspares. Para ver, na nossa frente, a representação de tudo aquilo que a gente defende. E que desejamos que prospere: a harmonia, a força, a respeitabilidade, o convívio e os sorrisos — de esperança, mas inclusive de alegria.

“Fica Dilma, mas melhora”.

Texto: Maria Shirts

 

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foto: Emiliano Capozoli

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foto: Emiliano Capozoli

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foto: Emiliano Capozoli

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Fazenda Primavera

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Final do ano passado conheci Primavera do Leste, MT. Fui fazer uma matéria para a revista Globo Rural. Pincei 3 fotos que gostei.

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PRIMAVERA DO LESTE, MT – 17.11.2015 – Visita a Fazenda Primavera do Grupo El Tejar. foto: Emiliano Capozoli

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PRIMAVERA DO LESTE, MT – 17.11.2015 – Visita a Fazenda Primavera do Grupo El Tejar. foto: Emiliano Capozoli

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PRIMAVERA DO LESTE, MT – 17.11.2015 – Carlos Ismael Turban, diretor do grupo El Tejar durante visita a Fazenda Primavera. foto: Emiliano Capozoli

Movimento boca suja

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OBSERVAÇÃO: esse ensaio não foi feito com nenhum intuito jornalístico e sim com o objetivo de fazer da fotografia um registro lúdico que brinca com a realidade que vivemos nesse momento.  Me baseei no conceito da arte conceitual criada a partir dos anos 60, época em que a  fotografia começou a ter um papel importante dentro da difusão e da representação de performances artística. 

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Sempre me foi dito que falar palavrão era feio, desrespeitoso e que eu não deveria fazer isso. Desde de criança, confesso que tenho a boca suja. Hoje, acredito que menos.

Toda vez que me escapava um palavrão, alguma tia gritava do outro lado: “boca suja, lava a boca dele com sabão”. Na escola, me diziam que isso não era legal. Em casa, já tomei muita bronca por isso.

Hoje, 17 de março, vi na TV que a Av. Paulista, em S. Paulo, estava tomada por manifestantes contra o atual governo federal. Peguei minha bike e corri para lá. Quando cheguei, pensei que deveria fazer algo diferente dos outros milhares de fotógrafos.

Logo na minha chegada já comecei a ouvir: “Hey Dilma, vai tomar no cú”, “Lula filho da puta”, “Dilma puta”, entre outras coisas. Pensei na hora. Pessoal boca suja!

Foi então que comecei a fazer o ensaio “Movimento Boca Suja”. Baseado em uma performance política, criei uma ação fictícia (falei para o personagem que sua boca estava suja) para fotografar sua reação (a limpeza da boca).

Elas limpavam.

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Jardim das Oliveiras na Mantiqueira Sul Mineira

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Andava pelas estradas de terra ao sul de Minas Gerais, quando pensei no que alguns amigos da região tinham comentado. Uns pesquisavam sobre olivicultura, outros já começavam o plantio. Um terceiro, que trabalha no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Cambuí (MG), me mandou um e-mail oferecendo um curso do Senar sobre o assunto.

Plim! Veio a ideia. Os caras estão plantando azeitona na região e isso é novo!! Sugeri então a matéria para minha mãe, também jornalista, Rosangela Capozoli. “Vamos oferecer para a revista Globo Rural”.

Ela topou. Oferecemos, aceitaram e ai está o resultado. Revista Globo Rural do mês de março.

A primeira parceria jornalística filho e mãe.

 

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SENADOR AMARAL, MG – 15.01.2016 – Olivicultura no Sul de Minas Gerais – Marco Antonio Fujihara, agrônomo e proprietátio do Sítio Carpe Diem na cidade de Senador Amaral. De boné vermelho, Hamilton Aparecido Dias, supervisor de exploração agrícola. foto: Emiliano Capozoli

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DELFIM MOREIRA, MG – 16.01.2016 – Olivicultura no Sul de Minas Gerais – Newton Kraemer Litwinski e sua esposa Fatima Garcia, proprietarios da Fazenda Verde Oliva em Delfim Moreira, Minas Gerais. Eles plantam oliveiras orgânicas além de várias outras frutas. Esse projeto foi desenha há muitos anos, para quando aposentassem. Ele é geólogo e ela psicóloga. O litro do azeita Verde Oliva chega a custa até R$ 200. foto: Emiliano Capozoli

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DELFIM MOREIRA, MG – 16.01.2016 – Olivicultura no Sul de Minas Gerais – Fazenda Verde Oliva em Delfim Moreira, Minas Gerais. Lá se  planta oliveiras orgânicas além de várias outras frutas. Esse projeto foi desenhado há muitos anos. O litro do azeita Verde Oliva chega a custa até R$ 200. foto: Emiliano Capozoli

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DELFIM MOREIRA, MG – 16.01.2016 – Fazenda Verde Oliva em Delfim Moreira, Minas Gerais.  O litro do azeita Verde Oliva chega a custa até R$ 200. foto: Emiliano Capozoli

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CONSOLAÇÃO, MG – 16.01.2016 – Olivicultura no Sul de Minas Gerais – Olival Serra dos Rosas na Fazenda Jequitibá na região de Consolação, Minas Gerais. foto: Emiliano Capozoli

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CONSOLAÇÃO, MG – 16.01.2016 – Olivicultura no Sul de Minas Gerais – Olival Serra dos Rosas na Fazenda Jequitibá na região de Consolação, Minas Gerais. Carlos Diniz, presidente da Associação dos Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira (Assoolive) é o proprietario. foto: Emiliano Capozoli

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AIRUOCA, MG – 03.02.2016 – Fazenda Caminho do Meio,  Airuoca, Sul de Minas Gerais. foto: Emiliano Capozoli

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AIRUOCA, MG – 03.02.2016 – Fazenda Caminho do Meio em Airuoca, Sul de Minas Gerais. foto: Emiliano Capozoli

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Selfie com a PM

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Domingo, 13 de março de 2016: Ato contra a presidente Dilma Rousseff e o PT.

Eles parecem amigos, sorridentes,  prontos a ajudar. E estão cercados de fãs. Para registrar essa “alegria”, emprestei meu celular e convidei as pessoas a fazerem selfies. Todas aceitaram.

Os colegas da foto, de farda e capacete, não têm uma história tão alegre assim. Eles fazem parte de uma corporação extremamente violenta, comandada pelo governador Geraldo Alckmin. A polícia que eles abraçam  matou mais do que toda a polícia americana entre os anos de 2005 e 2009. Trata-se de uma  corporação que no primeiro semestre de 2015 matou mais gente do que no mesmo período dos últimos 12 anos.

Desde os protestos de 2013, a PM paulista gastou mais de R$ 77 milhões em armaduras estilo “robocop”, granadas de gás, blindados israelenses com visão noturna. Os gastos com bomba de gás subiram 112% entre 2013 e 2014, ano da Copa -de R$ 9,9 milhões para R$ 20,9 milhões.

Confira as imagens abaixo.

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Violence in UK

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Boa parte do período que vivi em Londres morei em um bairro chamado Seven Sisters. Chamava de ‘minha quebrada’ e me orgulhava de me dar bem com os dealers e comerciantes da região. Da minha janela, com uma bandeira do Brasil, eu tinha uma vista privilegiada na West Green Road. Era um quarto no segundo andar de uma casa velha que ficava em cima de uma loja de frangos fritos falida. Ou seja, eu estava no terceiro andar e bem na curva da rua. Dali eu via toda a rua. Ponto privilegiado para um fotógrafo.

Depois de algum tempo morando por lá, resolvi deixar sempre minha câmera em cima da minha mesa.  Qualquer barulho que ouvia corria para de trás das cortinas pretas do quarto.

Nessa noite fria de dezembro de 2011 ouvi uns gritos de mulher na rua. Pulei da cama já com a 80-200 em mãos. Comecei a clicar sem saber direito o que acontecia ali. Percebi que na esquina, onde eu não conseguia ver direito, tinha um cara chutando alguém no chão.

Minutos depois parou um carro que parou e conversou com a moça de roupa branca. Ela tinha visto a agressão.

Fotografei a cena toda. A vítima conseguiu se levantar e pedir ajuda. Em segundos surgiu um garoto de dentro da casa com uma espada ninja nas mãos. Depois de instantes a vítima desmaiou na rua.

Socorro não demorou para chegar. E eu, pela primeira vez liguei para a polícia. Disse que tinha a foto da cara do agressor e da cúmplice.  Em 10 minutos tinham 6 policiais na minha porta. Gelei. Eles queriam me levar para dar depoimento na delegacia. Gravei as fotos  em um cartão de 180 megas e dei para eles.

Eram mais de 4 da manhã quando deitei na cama de novo. Morava com mais 3 pessoas na casa e ninguém acordou. Souberam da notícia no dia seguinte.

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Agressor na esquina em que bateu na menina. A vítima estava atras do muro. Não consegui fotografar.

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Um carro pára e o agressor e a cúmplice conversam com o passageiro. 

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A vítima consegue se levantar e pedir socorro na casa ao lado.

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Um morador sai e corre atrás do agressor com uma espada ninja nas mãos. A cumplice assiste tudo.  

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A vítima desmaia na rua. 

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Vizinhos tentam ajuda-la, inclusive a moça de roupa branca.  

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A vítima aguarda resgate. 

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A cúmplice da cena da sua versão aos policiais. 

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A rua enche de policias e bombeiros. 

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Vítima é socorrida.

Rio Preto 1 x 2 Nacional

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Sábado de sol. 10h30 da manhã. São José do Rio Preto, interior de São Paulo. No estádio não mais do que 2 mil torcedores vestidos de verde. Alguns mais empolgados do que os outros.

O jogo começou quente, não pelo futebol, mas pelo sol. O time da casa, Rio Preto, começou perdendo o jogo. No segundo tempo empatou, cresceu, mas tomou o segundo gol.

Os torcedores, a maioria jovens, gritavam como se fosse uma final de campeonato. Mas ao final, a derrota soou como um um banho frio. O que, com aquele calor do Sahaara, não seria nada mal.

 

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